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TOO MUCH LIGHT IN THE DARK
Exposição Individual | Galeria Nave, Setembro/Outubro 2021

 

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Pillow Talk, 2021
Acrílico sobre tecido
Várias dimensões (60x70-80 cm)
6 pinturas

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Can't Sleep, 2021
Estrutura de ferro pintada, fio, facas e bola de pilates
80x60x60 cm

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Tired Skin, 2021
Acrílico sobre tecido
Dimensões variáveis

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Can't Dream, 2021
Estrutura de ferro pintado, fio, facas, cinta de transporte e almofadas
70x55x55 cm

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I Only Dream When I'm Awake, 2021
Ferro pintado
Várias dimensões
3 peças

 

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Unfinished Cicle, 2021
Néon
60 cm diâm.

 

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Torso, 2021
Almofada, fechos e fio

45x25x20cm
 

A investigação metodológica é uma constante na obra artística de Susana Rocha.
A abordagem da série TOO MUCH LIGHT IN THE DARK, é uma narrativa pessoal, de metáforas sensoriais experimentadas sobre a perturbação do sono, e que suscitam no espectador o adágio à reflexão sobre a flexibilidade do pensamento e da acção.

Existe um campo de batalha sem perímetro que antecede a inactividade do corpo e da mente, que nos coloca num estado de vigília semiconsciente, em que as características espaciais em conjugação com a actividade onírica, contribuem para uma alteração do pórtico do sono, acrescida de uma sobrecarga de inquietações.
Este combate individual, em redor de forças que não têm resposta e que não estão definidas, gera agitações e desassossego irresolutos que coabitam entre o cenário físico e o sensorial – claridade, vinco do lençol, fresta, postura corporal.

Paralelamente ao conceito abordado pela artista, e como material de pensamento e reflexão, as obras transbordam uma plasticidade, que estabelece entre os diversos desconfortos e agressões, um tempo de batalha sem unidade de medida, em que a disputa é solitária – mesmo numa partilha física do sono - e de aparente simplicidade, reunindo força para agir, se não fosse tão difícil encontrar o sentido para a acção. É nesta questão formal, que Susana Rocha apresenta a conjugação de planos e cores sólidas que ocupam o nosso ideal pictórico de repouso, e o risco acutilante dos elementos que o perturbam, através da experimentação de ambiguidades visuais e que assistem o pensamento.​

“O homem, na sua dignidade, regressa a casa para o sem-resposta”. 

STEINER, George – Heidegger, 1990

TEXTO: MERCEDES CERÓN